
O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou em auditoria um superfaturamento de 1.800% na construção de um trecho da rede de gasodutos no estado da Bahia, operada
pela Petrobras. Segundo o documento, a Petrobras criou uma "empresa de papel", a Transportadora Gasene S.A., para construir e operar o empreendimento de R$ 3,78 bilhões.
O trecho tem 954 quilômetros de extensão e passa pelos municípios de Cacimbas (ES) e Catu (BA).
Logo após a divulgação da notícia, a Petrobras enviou nota à imprensa informando que a Transportadora Gasene S/A, constituída pelo Santander, banco estruturador do project finance, tinha como acionistas a Gasene Participações com 99,99% e 0,01% de Antonio Carlos Pinto de Azeredo.
Já investigações apontam Azeredo como uma espécie de laranja da estatal no negócio. Ele atuou como presidente da Transportadora Gasene entre 2005 e 2011.
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