
A Petrobras contratou duas empresas independentes para investigar as denúncias de corrupção na estatal feitas pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef, em depoimentos à Justiça Federal. As empresas, uma do Brasil e outra dos Estados Unidos, irão apurar a “extensão e o impacto” das irregularidades, segundo comunicado divulgado pela estatal.
Durante investigações da Operação Lava Jato da Polícia Federal, Costa revelou que partidos políticos recebiam de empreiteiras e fornecedoras da estatal uma propina de até 3% para obter contratos. Segundo o ex-diretor, o PT ficava com a maior parte do dinheiro, dividido também com PP, PMDB e PSDB.
Todas as empresas com ações negociadas nas bolsas americanas, como a estatal, são submetidas às regras fiscalizadas pelo Securities and Exchange Commission (SEC), regulador do mercado financeiro. Com auditores externos, a companhia acena ao mercado para uma apuração isenta e autônoma, sem contaminação de eventuais funcionários envolvidos nas denúncias.
As empresas devem ter acesso livre a documentos e contratos, além de poder ouvir depoimentos dos funcionários.
“O objetivo é procurar atos ilícitos e, na medida do possível, se proteger da aplicação de sanções ou processos judiciais por conta desses atos”, explica o advogado Marcello Klug, especialista na área de mercado de capitais.
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