Por: Estadão
28/10/2014 - 13:16:44

A presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) defendeu na noite desta segunda-feira, 27, a consulta popular como essencial para se implementar a reforma política no País.

Em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, Dilma disse ter certeza que essa consulta será possível, pois durante a campanha conversou com diversos setores que contribuíram com formas de se fazer um plebiscito.

“O Congresso vai ter sensibilidade para perceber que isso é uma onda que avança”, disse sobre a cooperação do Congresso Nacional com essa sua proposta, já que após as manifestações de junho do ano passado não teve apoio maciço dos congressistas para fazer a reforma através de consulta popular.

Das medidas para tal reforma, citou a possibilidade de proibir doações de empresas, mantendo apenas doações privadas individuais - proposta que é defendida pelo PT. “Tem várias propostas na mesa, a oposição fala muito em fim da reeleição”, afirmou, sobre a pauta que foi defendida por Aécio Neves (PSDB) e por Marina Silva (PSB).

No início da entrevista, Dilma reforçou a mensagem de união que havia colocado no discurso de vitória de ontem.

“Nessa eleição, mesmo com visões e posições contraditórias, os brasileiros apresentaram uma visão comum: a busca de um futuro melhor para o Brasil. Essa busca é a grande base para que tenhamos união.”

Como na entrevista que tinha dado poucos minutos antes à TV Record, Dilma disse que seu segundo mandato será da construção de pontes e do diálogo. Citou também a palavra “mudança” que pautou tanto o discurso da oposição como o dela própria, que usou o slogan “muda mais” durante a campanha.

“Temos de ser capazes de garantir as mudanças que o Brasil precisa e exige. Isso fica claro nessas eleições”, afirmou.

A presidente disse estar comprometida em assegurar “um País mais moderno, inclusivo e produtivo”, concluiu.

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