
Aprovaram sua participação na greve geral da categoria por tempo indeterminado, a partir da próxima terça-feira (30). A aprovação do movimento paredista foi proposta pelo Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, em resposta à Fenaban, que não atendeu as reivindicações da categoria bancária.
A classe pede aumento salarial de 12,5%, mas os banqueiros propõem apenas 7%. “Os mais de 800 bancários da região vão à luta, como nos últimos anos, dando forte contribuição para o movimento grevista a nível nacional”, anunciou após a assembleia Carlos Eduardo Coimbra, coordenador do Sindibancários
Na opinião do dirigente, a greve fortalece a categoria, diante da resistência dos banqueiros em não atender às reivindicações. De acordo com ele, os bancários irão manter a greve até que haja uma resposta satisfatória por parte da Fenaban.
As principais reivindicações dos bancários
> Reajuste salarial de 12,5%.
> PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247.
> 14º salário
> Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
> Gratificação de caixa: R$ 1.042,74.
> Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo.
> Vale-cultura: R$ 112,50 para todos.
> Fim das metas abusivas
> Combate ao assédio moral.
> Isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde.
Manutenção dos planos de saúde na aposentadoria.
> Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas como determina a Convenção 158 da OIT, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.
> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
> Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
> Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
http://Veja aqui as propostas econômicas dos bancos.
E http://conheça aqui as propostas não econômicas da Fenaban e as reivindicações sociais que os bancos rejeitam.
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