
A Cochonilha Rosada, um inseto que se alimenta de 200 espécies de plantas, entre eles o cacaueiro, citros, o café, o mamão e legumes, começa a fazer os primeiros estragos nas plantações de cacau do extremo sul baiano.
A praga que é originária da China e ficou restrita à Ásia e Europa até 1993, chegou ao nosso país em 2010, em Roraima e em 2012 em Cachoeiro do Itapemirim (ES), nas plantações de quiabo, de onde veio para o extremo sul baiano.
Aqui na região, o primeiro registro foi feito em Mucuri, em plantios de cacau, depois em Itamaraju, e hoje já se alastra por vários municípios da região.
Só as “formas jovens [do inseto, denominadas de ninfas], e fêmeas adultas atacam as plantas, especialmente as partes em desenvolvimento. Durante a alimentação, ao sugar a seiva das plantas, os insetos injetam uma toxina que atrofia o crescimento das folhas, da inflorescências e dos frutos jovens”, explica Comunicado da Ceplac/Cepec datado de 06 deste mês, que está sendo distribuído aos escritórios do órgão em todo o sul e extremo sul.
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Ainda de acordo com o documento, “A sua dispersão [da praga] tem sido muito rápida e ocorre através do vento, gotas d’água, formigas e roupas”, alerta.
Até a semana passada, o doutor em Entomologia da Ceplac, Kazuiyuki Nakayama esteve ma região, fazendo pesquisas sobre a praga. Entretanto a reportagem não conseguiu falar com ele.
Através do engenheiro agrônomo, José Mariano de Souza, a reportagem do Blog foi informada de que a direção do órgão já está tomando as providências necessárias, firmando parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), visando fazer o controle integrado da doença.
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