Por: Atlanticanews.com/Teoney Guerra
07/11/2013 - 22:52:25

Liderada pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Itabela, bloqueou durante quase toda a manhã desta quinta-feira, dia 7, a rodovia BR 101, na área urbana daquela cidade.

A manifestação que teve a participação de cafeicultores de Itabela, Eunápolis, Itagimirim e Itamaraju foi um ato de advertência aos governos estadual e federal, em razão da crise que assola o setor, e já causa danos financeiros enormes aos cafeicultores.

O bloqueio da rodovia que começou pouco antes das 8 horas da manhã, durou até quase ao meio dia, feito por mais de uma dezena de máquinas e equipamentos agrícolas e uma espécie de barricada de sacos de palha de café. Mais de uma centena de cafeicultores, apoiados por trabalhadores rurais, empresários do comércio e cidadãos comuns, participou da manifestação, durante a qual, lideranças e produtores se revezaram no topo de um trio elétrico, fazendo pronunciamentos, explicando a situação.

Filas quilométricas se formaram nos dois sentidos da rodovia, sendo registrados alguns incidentes e um acidente, provocado por um veículo que tentou furar o bloqueio. Não houve, entretanto, feridos graves, nem mortos.

A manifestação foi encerrada quando o presidente do Sindicato, Ednardo de Morais Oliveira, informou haver recebido um e-mail do Gabinete do Governador, no qual, o chefe do Executivo baiano garantia haver agendado para o dia 20 deste mês, uma audiência com uma comissão representante dos cafeicultores.   

 A CRISE - O agronegócio café passa por momentos de dificuldades desde o período da colheita, devido à quebra de safra, que foi estimada em mais de 30%. A seguir, veio a queda brusca dos preços do café conilon, que de agosto até hoje, já desceu de R$ 242,00, para R$ 182,00 hoje em dia.

São vários os ingredientes apontados como causas da crise, entre eles, o crescimento das áreas de plantio, o alto custo da produção, e as estimativas otimistas irreais das safras, divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nos últimos anos.

Para a solução do problema, os cafeicultores reivindicam do governo estadual a sua atuação, junto ao governo federal, no sentido de que, entre outras medidas, seja feita a fixação de um preço mínimo para o café, com o governo federal garantindo a compra de boa parte do estoque que há no mercado, por esse valor.  

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