Por: AtlanticaNews/Irlete Gomes
26/02/2013 - 00:00:00

A greve foi motiva pelo descumprimento da lei que obriga as empresas de vigilância a pagarem o adicional de periculosidade de 30%.

A lei 12.740/2012, sancionada pela presidente Dilma Roussef em dezembro passado, acrescenta o adicional de 30% aos salários dos vigilantes referentes à Risco de Vida [periculosidade], que incorre em casos de assaltos aos bancos ou outras violências passivas da profissão.

Os vigilantes e seguranças privados do estado da Bahia entraram em greve nesta terça-feira (26) e de acordo com informações do presidente do Sindicato dos Vigilantes do extremo sul da Bahia, Isaías Luiz Ferreira, a paralisação é por tempo indeterminado até que cumpra o pagamento do adicional de periculosidade de 30%.

Após a tentativa de negociação, sem sucesso, entre as empresa e os funcionários na segunda feira (25), onde reuniram, em todo o estado, cerca de 30 mil vigilantes; [bancos, escolas, hospitais, shoppings, entre outros], os trabalhadores decidiram pela paralisação de cunho reivindicatório com concentrações frente às agências bancárias. Em Eunápolis as empresas de segurança Starvig Vigilância Patrimonial (Banco do Brasil e Banco do Nordeste), GP Guarda Patrimonial da Bahia (Bradesco), PROSEGUR (Banco Itaú), HONDA Segurança (HSBC) e VIPAC Segurança (Caixa Econômica Federal), não se manifestaram sobre o assunto.

"Tivemos uma reunião com donos de empresas de segurança em Salvador no dia 10 de janeiro e recebemos uma proposta que iriam pagar os 30% da periculosidade em fevereiro de 2014, sem data retroativa, como isso é absurdo, não aceitamos e por isso abrimos a greve que é por tempo indeterminado", disse Isaías - Presidente do Sindicato dos Vigilantes do Extremo Sul.

Nos bancos, que são os mais afetados não há nenhum tipo de recebimento de valores em espécie, algumas agências estão com o atendimento suspenso. Mas, nenhum funcionário e/ou gerente dos estabelecimentos quiseram falar a respeito, a alegação, é que não têm autorização para falar com a imprensa. A lei federal 7.2012/83 assegura que é necessária a presença de, no mínimo, dois vigilantes na agência para funcionamento normal. Com o respaldo legal, qualquer ocorrência será de responsabilidade do banco.

 

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