
O sucateamento dos telefones públicos, os populares orelhões, já resultou na diminuição do número de estabelecimentos que vendem os cartões telefônicos na cidade de Eunápolis.
Nos últimos dias, a reportagem do Atlântica News percorreu uma dezena de estabelecimentos que sempre comercializaram o equipamento tecnológico, porém, apenas um continuava comercializando-o.
"Vender cartão, hoje, é sinônimo de transtorno", afirma Adauto Jesus Rodrigues, proprietário do Point dos Cartões, estabelecimento criado para a venda dos cartões telefônicos, mas que, há quase um ano, deixou de comercializar o equipamento.
Adauto explica que deixou de vender os cartões, depois de ouvir muitas reclamações: "As pessoas compravam o cartão, saiam, não encontravam telefone funcionando nas redondezas, aí voltavam querendo devolver; eu não aceitava a devolução e o problema estava criado", explica o comerciante.
Em várias farmácias, lan houses e outros estabelecimentos, a alegação era a mesma. Em alguns, os funcionários diziam que outro problema eram os roubos. "Além de vender poucos cartões, durante assaltos, os ladrões levavam também cartões", disse um vendedor de uma farmácia que pediu para não ser identificado.
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