Por: ATLANTICA NEWS
17/03/2012 - 00:00:00

Eunápolis - O lyptus, madeira de reflorestamento que é utilizada por empresas fabricantes de móveis em Eunápolis, está em falta e ameaça a produção de diversas dessas empresas. A falta da matéria prima ocorre em razão do aquecimento da construção civil no país, em especial, de obras ligadas à Copa do Mundo de 2014.

Informações repassadas à reportagem do Atlântica News pela empresária Ivone Reblim, dão conta de que em pouco mais de seis meses, o preço do metro cúbico do lyptus subiu de R$ 1.600,00 para R$ 2.200,00. "Esse é quase o preço de madeira tirada de espécies nativas de grande valor, como o angelim pedra", diz em tom de reclamação a empresária.

Porém, apesar do preço, quase proibitivo, está difícil conseguir o lyptus. A empresária diz que, até há pouco mais de um ano, comprava essa madeira sem muito problema, direto da Aracruz Madeiras, que a produz em Itabatã. Agora, está comprando de outras empresas, em Vitória.

Na opinião do também empresário Waldir Lima, Dika, essa escassez do lyptus já vem de mais tempo. Há cerca de dois anos ele teria passado a sentir essa dificuldade de obter essa matéria prima e por isso, deixou de utilizá-la, optando pela chapa de MDF.

Encontrar substituto para o lyptus parece ser o desafio dos moveleiros de Eunápolis, uma vez que, tudo indica que a fase aquecida da construção civil deve perdurar por mais tempo, e a demanda por essa espécie deve crescer mais ainda.

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