
A Secretaria de Agricultura da Bahia divulgou, o resultado de um "estudo qualitativo" feito pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão vinculado à secretaria, para determinar as áreas de risco para Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), doença conhecida como "Mal da Vaca Louca", no Estado.
A classificação foi definida após a aplicação de questionários técnicos em todos os municípios baianos e elaborados com parâmetros epidemiológicos pelo Ministério da Agricultura (Mapa).
"Nunca tivemos casos dessa doença na Bahia, mas a determinação e classificação de áreas de risco oferecem importantes subsídios para a otimização das ações por parte dos Estados, racionalizando recursos humanos e financeiros nas tarefas em campo, evitando que a doença chegue aos plantéis brasileiros", esclareceu o secretário Eduardo Salles.
O estudo na Bahia resultou em um mapeamento, apontando os municípios com maior probabilidade de ocorrência da EEB: os polos de Feira de Santana, Vitória da Conquista, Barreiras e Ribeira do Pombal foram identificados como áreas de maior probabilidade de ocorrência da EEB.
Nessas regiões, o estudo apontou a uso de práticas inadequadas e proibidas pelo Ministério da Agricultura, o que colocaria em risco o rebanho baiano e requer maior atenção por parte da Agência. Entre essas práticas foram citadas: a utilização de farinha de carne e ossos não calcinados (não torrados), da cama de frango e de ração não fiscalizada para alimentar os animais.
A partir desses dados a Agência já elaborou ações preventivas direcionadas. Entre as atividades, destacam-se a vigilância em alimentos para ruminantes com a fiscalização de propriedades que alimentam seus animais no cocho, fiscalização em frigoríficos da rede estadual para observar o cumprimento das medidas preventivas contra a EEB, vigilância em campo dos animais suspeitos ou com sintomatologia nervosa e ações de Educação Sanitária.
O Brasil nunca registrou casos do Mal da Vaca Louca, pois, além de ter a maior parte do seu rebanho criado a pasto, aplica as medidas recomendadas internacionalmente de vigilância e de mitigação de risco. Nos últimos sete anos também não houve importação de bovinos vivos ou de farinha de ruminantes de países considerados de risco para a doença.
Fonte:
Ascom Adab
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