Por: ATLANTICA NEWS
29/01/2012 - 00:00:00

A confrontação dos dados da segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa no extremo sul baiano em 2011 - veja matéria postada na semana passada - e 2010, demonstra que o rebanho bovino na região se manteve "estável", ou seja, deixou de diminuir, o que ocorreu entre os anos de 2008 e 2009.

De acordo com os relatórios de vacinação por regional, que informam também o total do rebanho, em 2010, o gado bovino existente nos 21 municípios da região totalizava 1.587.447 cabeças, contra 1.579.948 no ano passado. Porém, 7.499 reses a menos, podem não significar diminuição do rebanho, mas, um percentual um pouco maior do número de proprietários que deixaram de prestar informações à Adab. O que é possível, uma vez que este ano, 1.044 proprietários não prestaram informações sobre os seus rebanhos. De um total de mais de 13 mil pecuaristas.

Porém, comparando esses números com o total do rebanho - de acordo com o mesmo relatório da ADAB -, de 2009, que era de 1.521 mil cabeças, é possível identificar um pequeno crescimento da população bovídea do extremo sul.

Assim, o rebanho voltou a crescer, depois de ter diminuído cerca de 13% entre os anos de 2008 e 2009. Naquela época, o então presidente da Associação dos Criadores de Gado de Corte da região (ACGC), Guerino Enrique Giuberti, opinou que a diminuição deveu-se ao baixo preço do boi, que apesar de estar em recuperação ainda é baixo, e principalmente à substituição da pecuária pela agricultura em muitas propriedades.

NA MICRORREGIÃO

Especificamente na microrregião de Eunápolis, a quantidade de gado bovino aumentou um pouco em 2011, na comparação com 2009, crescendo de 545.961, para 548.478. Guaratinga continua tendo o maior rebanho, com 147.428 cabeças, seguido de Itapebi com 78.747, Eunápolis com 77.615, Itagimirim com 76.138, Itabela com 73.921, Belmonte com 41.348, Porto Seguro com 35.066 e Santa Cruz Cabrália com 18.215.

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