
Dezenas de taxistas têm protestado em Porto Seguro contra o Uber, serviço de transporte alternativo criado em 2009 e que ganhou força em vários pontos do País no ano passado, e que passou a operar em Porto Seguro na ultima quarta-feira (29).
Os Taxistas que se opõe ao aplicativo argumentam que a atividade é ilegal e defende que o serviço seja proibido. Já a empresa diz oferecer um novo modo de se locomover na cidade e propõe a diminuição de trânsito e o aumento de empregos.
Há alguns pontos divergentes entre o transporte público do particular. A bandeirada do táxi em Porto Seguro, por exemplo, é de R$ 4,50. Já no Uber depende do destino.
Confusão no trânsito. Tudo por causa de um aplicativo para celular. Através dele, você pode chamar um carro, como um táxi. Com um motorista, parecido com um táxi. Só que não é um táxi. Os taxistas de verdade estão reclamando há muito tempo dizendo que é concorrência desleal, que o serviço é ilegal. Fizeram vários protestos. O clima está tenso e tem gente querendo partir para a briga.
Mas qual a razão de tanta revolta?
Os taxistas reclamam da concorrência desleal.
“O cara simplesmente compra um carro, baixa o aplicativo e é taxista. Eles querem o mole, não pagam imposto, não pagam nada”, reclama um taxista.
Os motoristas do Uber dizem que não é bem assim.
“A gente paga IPVA, que o taxista não paga. Eles têm desconto na compra do carro, que a gente não tem”, observa um motorista do Uber.
“Eu comprei um carro caro. Não vejo deslealdade nisso”, afirma um motorista de UBER.
Antonio (nome fictício) virou motorista do Uber há menos de uma semana, antes, nos últimos sete anos, rodou a cidade como taxista.
“Se eles acham que é desleal, melhora o serviço deles para reconquistar os clientes para reconquistar os clientes que eles acham que tão perdendo”, diz Antonio.
Ele hoje conquista os passageiros desse jeito: simpatia e alguns mimos, como água.
A exigência nesse serviço já começa pelo carro, que não pode ser qualquer um. Tem que ser um modelo sedan, novo, com bancos de couro, ar condicionado, som. A ideia é que o passageiro aqui dentro viaje com todo o conforto, o que nem sempre se encontra nas ruas.
Nos dois serviços, há uma corrida e um passageiro. Mas as exigências para os motoristas são bem diferentes. Para trabalhar, os taxistas precisam de carteira de habilitação especial, seguro para transportar passageiros, têm que fazer um curso preparatório, não podem ter antecedentes criminais e pagam pela licença do carro: os valores podem variar de R$ 5 mil a R$ 180 mil. E ainda há diversos gastos extras com o carro. Já para os motoristas do Uber, não há tanta exigência.
“Você tem a sua casa. Você não permite que uma pessoa invada a sua casa. Nós temos o nosso espaço de trabalhar, nós não vamos permitir que o outro venha e invada o nosso espaço”, Declara um Taxista.
Já uma usuária do Uber, diz
“Quem paga pelo serviço é o consumidor, ele que decide se quer pegar taxi ou Uber”
Por Aline Werneck
Jornalista (73) 98161 7176
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