Por: Tribuna da Bahia
04/06/2017 - 21:42:56

Nem mesmo a data mais importante para os apaixonados escapou. Por conta da crise, o Dia dos Namorados deste ano deve ter vendas bem tímidas: aumento de 1% em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com Paulo Mota, presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Salvador (Sindilojas).

Esse ano, no lugar dos grandes presentes para conquistar o amado ou a amada, vão entrar em ação as lembrancinhas. Tudo para não deixar passar em branco o momento.

“O consumidor ainda está um pouco reprimido e a situação ainda requer cautela. Acreditamos que o movimento não deva ser tão grande, apesar de junho ser considerado o terceiro mês mais importante do ano para o varejo, já que além do Dia dos Namorados, também temos o São João pela frente”, afirmou o dirigente.

Ainda de acordo com ele, o tíquete médio deve ficar na casa dos R$ 90. Dentre os produtos mais procurados estarão as flores, perfumaria, confecções, sapatos, cintos e adereços, considerados bens não duráveis. “Muita gente, mesmo o dinheiro mais curto, não vai deixar de dar presente”, aposta o presidente do Sindilojas.

Como de costume, a procura pelos presentes ainda é considerada pequena pelos lojistas, mas a tendência é a de que, com a proximidade da data – este ano, 12 de junho cai em uma segunda-feira –, o movimento no comércio se intensifique mais, principalmente no final de semana que antecede ao Dia dos Namorados.

“O que também pode dar uma ajuda nas vendas são os recursos inativos do FGTS. Esse dinheiro, usado para pagar dívidas, deve ser utilizado também para a compra dos presentes”, pontuou Mota.

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