
Começou nesta segunda-feira (9) em todo o país a greve dos caminhoneiros. Liderados pelo Comando Nacional do Transporte, que se declara independente de sindicato, pede a derrubada do governo Dilma Rousseff e faz as mesmas reivindicações de abril: redução do preço do óleo diesel, criação do frete mínimo, salário unificado em todo o país e a liberação de crédito com juros subsidiados no valor de R$ 50 mil para transportadores autônomos, além de ajuda federal para refinanciamento de dívidas de compra de seus veículos.
Para tentar monitorar a greve de caminhoneiros, a presidente Dilma Rousseff convocou um gabinete de crise e escalou ministros e assessores do governo para cuidar da pauta. De acordo com a Folha de S. Paulo, a presidente estava preocupada com uma possível crise de abastecimento, mas foi alertada por auxiliares que a adesão deve ser baixa, segundo monitoramento de redes sociais feito pelo Palácio do Planalto e lideranças do setor que dizem ser "de grupos independentes" a iniciativa da greve.
Fazem parte do gabinete de crise os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), o secretário especial do Trabalho, José Lopez Feijóo, e Edinho Silva (Comunicação Social).
Segundo a publicação, outra preocupação do governo é que a greve é apoiada pelos principais grupos que pedem o impeachment da presidente, como Revoltados Online, MBL (Movimento Brasil Livre) e Vem Pra Rua.