Por: AtlanticanewsMariana ferreira
05/06/2015 - 07:55:16

Uma ex-funcionária do banco Itaú em Palmas (TO) relatou ao Ministério Público do Trabalho que foi impedida de sair do trabalho quando sofria um aborto espontâneo. No episódio, ocorrido em 2010, ela teve que guardar o feto em uma sacola plástica e continuar trabalhando, ensanguentada, por três horas para não perder o emprego. A mulher não teve o nome divulgado.

O caso só foi denunciado em 2013, após ela ter sido demitida por justa causa. O banco não informou a causa e ela fez uma reclamação trabalhista contra a empresa, mas não relatou o aborto à época.

Segundo a procuradoria, o caso foi descoberto por acaso, quando o sindicato dos bancários procurou o órgão para relatar problemas trabalhistas, e todos no meio bancário conheciam o caso.

Para a procuradora, é comum que empregados se calem sobre o assédio moral.

O Ministério Público do Trabalho move uma ação civil pública contra o banco por assédio moral organizacional e pede que o Itaú pague multa de R$ 20 milhões por danos morais coletivos.

A funcionária não entrou com pedido de indenização por causa do episódio. O Itaú afirmou, em nota, que o relato é "estarrecedor" e que apura a denúncia.

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