
Eunápolis - Em texto/comentário publicado na edição de Fevereiro/Março do Informativo do Viola, o Ponto de Cultura, Viola de Bolso desmerece e desrespeita, não apenas os veículos que de informação impressos que circularam e circulam em Eunápolis, mas também os seus fundadores, e assim a memória de pessoas que muito contribuíram para a disseminação da informação e, principalmente, para a formação de valores morais no hoje município de Eunápolis.
Ofendeu a memória de pessoas como Luiz da Atlântica e Renan Cruz - para citar apenas dois nomes -, pioneiros do jornalismo na nossa Eunápolis.
O texto intitulado de "Cadê o jornal que tinha aqui", comenta o gradual desaparecimento dos jornais impressos em Eunápolis. Jornais esses que, na opinião do Viola de Bolso, não tiveram nem têm nenhuma utilidade, pois os denomina a todos como "jornalecos". E em qualquer dicionário da Língua Portuguesa, "jornaleco" significa "jornal sem valor, ou mal redigido".
Mas não é só isso. No texto, os donos do Viola de Bolso afirmam que "Jornal impresso em Eunápolis em geral é um alterego de alguém, que não economiza autoelogio e prega a sua verdade como a única", e mais adiante (...) "ficamos sem os jornalecos, que apesar de sua supérflua escrita, ainda é jornal".
Ao se referirem dessa forma a todos os jornais que circularam ou circulam em Eunápolis, demonstram esses senhores, serem eles, sim, os pretensos donos da verdade. Pois deixam transparecer que o seu "Informativo do Viola" é o único a ter "qualidade".
Pois vou dizer aos senhores do Ponto de Cultura Viola de Bolso, que melhor fariam, se publicassem nas páginas do seu Informativo, textos sobre aspectos da nossa cultura, das nossas tradições. Assim, estariam, inclusive, fazendo melhor aplicação dos milhares de reais que recebem da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia para manter o seu Ponto de Cultura, que tem por objetivo disseminar a cultura, não, a ofensa.
Teoney Araújo Guerra
Jornalista e fundador de dois jornais em Eunápolis: A Gazeta Bahia e Jornal Opinião.