Por: BN
12/04/2018 - 19:34:19

Assim que a gravidez é descoberta, uma das principais questões é definir se o parto será normal ou se a paciente terá que ser submetida à cesárea. Tal decisão influencia diretamente os pais que decidem congelar as células-tronco do sangue de cordão umbilical, mas fica neles a dúvida se o tipo de parto pode ou não influenciar na coleta. Segundo o médico Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP, o processo é viável independentemente da escolha do parto e o material pode ser recolhido logo após o bebê ter nascido. “Depois, as células-tronco são separadas no laboratório e podem ser armazenadas em tanques refrigerados com nitrogênio, a uma temperatura próxima de -190°C. O procedimento da coleta é rápido, leva em torno de cinco minutos, é indolor e não apresenta nenhum risco para a mãe ou para o bebê”, explica ele.   

O especialista também ressalta que, mesmo em casos de emergência ou partos prematuros, a coleta poderá ser realizada. “O procedimento poderá ser realizado a partir de 32 semanas de gestação, conforme descrito na legislação (RDC 214)”, diz o médico. Segundo ele, se algum contratempo ocorrer durante o procedimento, é preciso que a empresa contratada seja informada imediatamente e que o médico que vai realizar o parto tenha conhecimento de que será feita uma coleta de células tronco. “Vale lembrar que o clampeamento tardio do cordão não inviabiliza o procedimento, permitindo uma coleta satisfatória além de prover nutrição adequada do bebê”, completa Dr. Nelson.            

De acordo com a Fundação Parent's Guide to Cord Blood, o sangue do cordão umbilical vem apresentando importantes resultados clínicos para o tratamento de diversos tipos de patologias. “Dentre as principais estão a Leucemia, Talessemia e Linfomas. Além disso, muitas doenças encontram-se em estudo avançando, como Diabetes Tipo 1, doenças neurológicas e, até mesmo, a Aids”, finaliza.


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