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Eunápolis: Menor morto a tiros no pescoço
17/11/2007 18:37:01  
 

    Foto: Arquivo
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EUNÁPOLIS - As ocorrências de morte envolvendo a nossa comunidade infanto-juvenil, crescem de forma assustadora.

Na madrugada desta quinta-feira (15), mais uma família é acordada com a triste notícia da perda de um filho.

Há exatamente um mês (15/10), o garoto nascido em Eunápolis e morador do bairro Dinah Borges comemorou a sua chegada aos 17 anos, hoje a família chora a sua morte com 03 tiros na região do pescoço, ocorrida por volta da 03h00 da madrugada desta quinta-feira, na Rua da Encosta, bairro Pequi, num local conhecido como barra pesada, principalmente na calada da noite, muito próximo da área onde no dia 10/10 o jovem Anderson (20 anos) também foi morto com um tiro no peito.

O que estaria um garoto de 17 anos naquele local e naquele horário? Os motivos do crime estão sendo investigados pela polícia.

A luta das famílias para manter os jovens afastados dos caminhos do mau tem sofrido baixas irreparáveis, mas a luta não pode e não deve parar. Se o poder público não faz a sua parte na criação de uma legislação que imponha também deverem e não somente direitos, na  integração dos jovens na educação, cultura e mercado de trabalho ou em centros de ressocialização quando estes cometem infração; às famílias cabe o papel de não desistir nunca.

Considera-se adolescente a pessoa entre os doze e os dezoito anos, encontrando-se as mesmas sujeitas à aplicação das mesmas medidas protetoras e à aplicação de medidas sócio-educativas segundo o art. 112 da Lei n. 8069/90, que é o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente)

Concomitantemente, a legislação imputa aos pais as medidas previstas no art. 129 do Estatuto da Criança e do Adolescente, em caráter administrativo, possibilitando ainda a aplicação de multa por infração ao art. 249 da mesma lei. 

Tais medidas citadas decorrem da filosofia de proteção integral ao menor. A pergunta que emocionalmente e moralmente fazemos é a seguinte: menor de que ou de quem? - Menor de altura, de idade, de maturidade... Menor que a vítima, menor que a vontade política, que a capacidade da justiça... enfim, menos do que o quê?


                                                                                  POR ANGELO NOGUEIRA

 

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