Por: Redação Atlântica News
05/11/2018 - 10:29:08

A nomeação de Onyx Lorenzoni (DEM-RS) como ministro extraordinário será publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (5). O cargo, previsto em lei, é atribuído ao coordenador de transição do governo eleito. A nomeação será assinada pelo presidente Michel Temer.

É a primeira etapa de uma semana que promete iniciar, de fato, a transição entre o governo atual, de Michel Temer, e o eleito, de Jair Bolsonaro.

Escolhido por Bolsonaro para coordenar os trabalhos de transição e, em seguida, assumir a Casa Civil em seu governo, Onyx Lorenzoni, de 64 anos, construiu carreira política ao longo de vários mandatos parlamentares.

Foi o deputado federal mais votado no Rio Grande do Sul este ano, conquistando mais de 180 mil votos. Tornou-se o homem de confiança de Bolsonaro durante a campanha ao fazer defesas e também gravar vídeos em favor do então candidato.

Formado em Veterinária e nascido em Porto Alegre, Onyx iniciou sua atuação política como presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários do estado, na década de 1980. Antes da vida pública, ele trabalhou no Hospital Veterinário Lorenzoni, empresa de que é sócio.

Recentemente, foi o responsável por relatar o projeto que reunia dez medidas de combate à corrupção, que chegou ao Congresso por meio de iniciativa popular. Onyx faz parte da Frente Parlamentar da Segurança Pública, conhecida como Bancada da Bala, que conta com dezenas de deputados.

Em 2014, quando a doação empresarial a campanhas eleitorais ainda era permitida, o deputado recebeu R$ 100 mil de duas das maiores empresas de armas e munições do Brasil: a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) e a Forjas Taurus S.A.

Quatro anos antes, a Taurus repassou R$ 150 mil para a campanha de Onyx, mesmo valor doado pela Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições.

Em 2017, Onyx admitiu ter recebido dinheiro de caixa dois da JBS. Deputado disse, à época, que não declarou os R$ 100 mil que recebeu da empresa para pagar despesas de campanha.


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